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Rússia veta aumento de inspetores nos ataques com armas químicas na Síria

A Rússia vetou hoje uma resolução dos Estados Unidos que ampliaria o trabalho dos inspetores para determinar quem é responsável pelo ataque com armas químicas que ocorreu na Síria, deixando críticas aos norte-americanos.

Os russos referem que os Estados Unidos avançaram para a votação com o objetivo “de se mostrar e desonrar a Rússia”.

O embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, tentou, sem sucesso, adiar a votação para o próximo mês, alegando que um órgão conjunto composto por investigadores da ONU e do órgão de controlo das armas químicas vai emitir um relatório na sexta-feira em relação ao ataque químico de 04 de abril em Khan Sheikhoun, que matou 90 pessoas.

O pedido de adiamento da Rússia necessitava de nove votos favoráveis dos 15 membros do Conselho de Segurança, mas conseguiu apenas quatro, da Rússia, China, Bolívia e Cazaquistão, registando-se nove votos contra e três abstenções.

A resolução apoiada nos EUA foi então submetida a votação e recebeu 11 favoráveis, dois votos contra, da Rússia e Bolívia, e duas abstenções, da China e do Cazaquistão.

Vassily Nebenzia criticou o embaixador dos Estados Unidos, Nikki Haley, afirmando que pressionaram a votação antes do conhecimento do relatório e que os norte-americanos sabiam que a Rússia iria vetar, acusando-a de quebrar a unidade no Conselho de Segurança.

Nikki Haley, que estava em África na altura da votação, considerou, em comunicado, que a Rússia “demonstrou mais uma vez que fará tudo o que for necessário para garantir que o regime bárbaro de Assad nunca enfrente as consequências pelo uso contínuo de produtos químicos como armas”.

 

AJO // JLG

 

Lusa/fim