| Euro/Crise: Portugal está a recuperar competitividade apesar de “ventos contrários” – Carlos Moedas |
| Sexta, 27 Janeiro 2012 11:17 | ||||||
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Nova Iorque, 27 jan (Lusa) - O pacote de ajuda internacional a Portugal está a funcionar, permitindo recuperar competitividade apesar dos "ventos contrários", afirma hoje Carlos Moedas, secretário de Estado Estado Adjunto do primeiro-ministro, em artigo no Wall Street Journal. "O aspeto mais saliente das atuais dificuldades é a resistência e determinação demonstrada diariamente pelo povo português. Temos sorte de ter um forte consenso político e social em torno do imperativo da disciplina orçamental e necessidade de mudança", refere Moedas. "É por isto que Portugal já está a recuperar a competitividade, apesar dos ventos contrários. É por isto que o crescimento vai voltar", adianta.
O Wall Street Journal, diário de referência no mundo financeiro, publicou esta semana um artigo afirmando que investidores e políticos "temem" que Portugal possa precisar de um novo resgate internacional. A suposição é retirada de uma passagem de um relatório do Instituto de Finanças Internacional, que qualifica de "problemática" a viabilidade de Portugal regressar aos mercados financeiros em 2013, e de citações do ex-ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos e o diretor de uma corretora de investimentos, a FxPro. O Intitulado "Portugal Está a Vencer os Ventos Contrários", o artigo assinado por Moedas defende que, oito meses depois do início do programa FMI-EU, há "amplas Lembra que "alguns comentadores e os mercados de obrigações secundários ilíquidos" mostraram nos últimos dias preocupações com a situação portuguesa, o que atribui à "dificuldade de encontrar a informação relevante" sobre o que o país está a fazer para gerar crescimento e os indicadores que mostram a correção de desequilíbrios. Moedas sublinha a trajetória de correção do défice, citando dados do Banco de Portugal, e aumento do nível de poupanças. O aumento das exportações, num contexto de arrefecimento económico global e menor procura nos mercados europeus, mostra que as empresas portuguesas estão a "tirar partido do forte potencial de mercados emergentes com laços linguísticos a Portugal, como Brasil e Angola", adianta. No conjunto, afirma, "Portugal está a mostrar capacidade de restaurar a competitividade, dentro dos constrangimentos da união monetária". Moedas sublinha ainda a descida do défice estrutural, e da despesa primária, que vai "abrir a possibilidade de cortes de impostos". Outros "trunfos" apresentados são a privatização da EDP, cujo encaixe foi metade do total previsto para o programa de privatizações, o programa de reformas estruturais, uma nova lei da concorrência "dentro de dias", novo código de insolvências, reestruturação de empresas públicas e eliminação de serviços e posições de gestão redundantes. Com o "marco importante" do novo acordo de concertação social, salienta, as indemnizações por despedimento serão reduzidas e o processo simplificado, será promovida a formação profissional e aumentada a produtividade através de medidas como a redução de dias de férias e feriados. O acordo "vai contribuir decisivamente para a nossa competitividade, enquanto promove condições para a paz social", refere. No governo, Moedas coordena a Estrutura de Acompanhamento dos Memorandos (ESAME), que acompanha o Programa de Ajustamento da Economia Portuguesa acordado com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, em 2011. PDF. Lusa/Fim |
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