Friday, May 18, 2012
Itália: Terminam buscas de corpos na parte submersa do «Costa Concordia» por motivos de segurança PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 31 Janeiro 2012 10:59

Roma, 31 jan (Lusa) – As autoridades italianas suspenderam hoje definitivamente as operações de busca na parte submersa do «Costa Concordia», que naufragou perto de uma ilha italiana, por razões de segurança, disseram os bombeiros e os serviços de proteção civil.

“Suspendemos definitivamente as buscas submarinas no interior do navio”, referiu, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, um porta-voz dos bombeiros.

Segundo os serviços de proteção civil, que já informaram as famílias e as representações diplomáticas envolvidas, “as condições de segurança não estão reunidas para operar” na parte submersa do navio.

 

A decisão de suspender definitivamente os trabalhos foi tomada pelo diretor técnico das operações, o chefe dos bombeiros de Grosseto Ennio Aquilino, após ter reunido com outros responsáveis e ter recebido informações sobre deformações no casco do navio, onde foram abertas fendas nos últimos dias para facilitar o trabalho dos mergulhadores.

A principal preocupação dos responsáveis está relacionada com a segurança dos mergulhadores envolvidos nas operações de busca, que poderão não conseguir emergir das zonas mais profundas. Algumas das pontes do navio estão a 20 metros de profundidade.

Os bombeiros e outras forças vão continuar a explorar as zonas do navio que estão acima do nível da água e intensificar as buscas em redor do paquete.

O «Costa Concordia» naufragou a 13 de janeiro junto à ilha de Giglio, na região italiana da Toscânia, depois de se desviar da rota e embater em rochas, encontrando-se parcialmente submerso e virado.

A bordo estavam mais de quatro mil pessoas, passageiros e elementos da tripulação, de mais de 60 países diferentes.

De acordo com o comissário do governo encarregado das operações, Franco Gabrielli, o balanço final da catástrofe “será de 32” mortos.

Até agora foram recuperados 17 cadáveres, tendo sido identificados 16. Continuam 15 pessoas.

SCA.

Lusa/Fim