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O “grande romancista americano” Jonathan Franzen em Portugal para falar da sua obra

O escritor Jonathan Franzen, que a Time definiu como “o grande romancista americano”, estará terça-feira em Lisboa, para uma conferência sobre a sua obra, disse à Lusa a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), que acolhe o autor.

A conferência “Jonathan Franzen, a sua obra”, a realizar na FLAD na terça-feira, constituirá a primeira palestra do escritor norte-americano em Portugal e terá a duração aproximada de 40 minutos.

“Jonathan Franzen é um dos mais destacados escritores norte-americanos. Para se perceber a sua importância, basta dizer que mereceu ser capa da revista Time, em 2010, que o designou como ‘o grande romancista americano’, e que foi também finalista do Pulitzer de ficção e vencedor do National Book Award, entre outros prémios”, explicou à agência Lusa o presidente da FLAD, Vasco Rato.

Jonathan Franzen soma, até agora, cinco romances publicados, entre os quais “Correções” (2001), “Liberdade” (2010) e “Pureza” (2015), e obras de não-ficção como “Zona de Desconforto” (2006).

Franzen nasceu em 1959, no Illinois, e também é conhecido pelas reportagens e ensaios na imprensa norte-americana, sobretudo na revista The New Yorker.

Os dois primeiros romances, “The Twenty-Seventh City” e “Strong Motion”, de 1988 e 1992, respetivamente, abriram caminho ao seu reconhecimento, mas foi com “Correções”, vencedor do National Book Award e finalista do Prémio Pulitzer, que Franzen alcançou a notoriedade, consolidada, pouco depois, com “Liberdade”.

“Pureza” é o seu quinto e mais recente romance, e estabelece uma rede de personagens a partir da figura de Pip Tyler (Purity), afundadas em dívidas financeiras, aspirações pessoais, sentimentos de culpa e ausências familiares, com origens tão diversas como a Califórnia ou a Alemanha de Leste da Guerra Fria.

“Liberdade”, que o antecedeu, acompanha a família Berglund e o seu meio, num retrato da sociedade norte-americana, na viragem para o século XXI, desde os últimos anos do anterior. Foi “Liberdade” que levou Franzen até à capa da revista Time.

“Correções”, definido como a “tragicomédia” do seu tempo, centra-se igualmente numa família da classe média norte-americana, os Lambert, uma família normal dos anos 1990, que se desmembra, contrariando o espírito da época, em que tudo parecia passível de correção.

Os três romances estão editados em Portugal, pela Dom Quixote, assim como “Zona de Desconforto”, obra de caráter pessoal, “memória íntima que Franzen guarda do seu crescimento”, desde o Midwest, quando se sentia “uma pessoa pequena e fundamentalmente ridícula”, até à idade adulta, em Nova Iorque – uma obra “condimentada pela mesma mistura de ironia e afeto que caracteriza a sua ficção”, segundo a editora portuguesa do escritor.

“The Kraus Project” (2013), centrado no universo do dramaturgo austríaco de origem checa Karl Kraus, autor de “Os Últimos Dias da Humanidade”, e as coletâneas de artigos e ensaios “How to Be Alone” (2002) e “Farther Away” (2012), de análise e crítica social, são outras obras de não-ficção de Jonathan Franzen, não editadas em Portugal.

Vasco Rato disse à Lusa que, “para a FLAD, é obviamente um motivo de orgulho trazer a Portugal, para uma conferência exclusiva no auditório da sede, em Lisboa, um autor tão representativo da literatura e da cultura dos Estados Unidos”, como Franzen.

O início da conferência está marcado para terça-feira, 10 de outubro, às 17:30. Assistir exige a inscrição prévia, até sexta-feira, dia 06, através do endereço [email protected]

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