Sunday, February 5, 2012
Conjuntura: Caminhos do Governo são "estreitos" para impedir subida do risco da dívida pública - Vieira da Silva PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 08 Setembro 2010 10:08

Lisboa, 08 set (Lusa) - O ministro da Economia, Vieira da Silva, disse hoje que não há muito que o Governo possa fazer para impedir que o risco da dívida pública portuguesa continue a subir nos mercados internacionais.

"Para responder a essa situação, os nossos caminhos são estreitos", disse Vieira da Silva aos jornalistas à margem do seminário económico e financeiro "Discover Luxembourg", em Lisboa, com a presença do Grão-Duque do Luxemburgo.

Na terça feira, o risco da dívida pública portuguesa chegou a ser o que mais subia no mundo, com os Credit Default Swaps (CDS) - os títulos que protegem o investidor de eventuais riscos da dívida soberana - associados aos títulos de dívida pública portugueses com maturidade a 10 anos a agravarem-se e com Portugal a situar-se entre os 10 países com maior risco de incumprimento.

 

Também a diferença entre comprar dívida pública portuguesa e alemã atingiu terça feira um dos níveis mais altos de sempre, com os investidores a exigirem um prémio elevado para comprar dívida soberana de Portugal.

Para Vieira da Silva, a única forma de o Governo responder a esta situação é "cumprir o nosso papel e levar a cabo com determinaçao as políticas a que nos propusemos".

No entanto, o governante acrescentou que "este é um problema que existe em toda a Europa e com uma escala que nos ultrapassa".

Já hoje, o Estado português colocou no mercado 1,039 mil milhões de euros em duas emissões de obrigações com maturidades em 2013 e em 2021, dentro dos valores previstos, com os juros a superarem os das últimas emissões semelhantes.

Os valores hoje emitidos ficaram dentro da estimativa do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), que tinha anunciado a intenção de conseguir entre 750 milhões de euros e 1,25 mil milhões de euros, através de duas emissões com maturidade em 23 de setembro de 2013 e 15 de abril de 2021, que tinham como montante indicativo mínimo por linha 300 milhões de euros.

No leilão de hoje do IGCP, Portugal colocou no mercado dívida com maturidade em 2013 no valor de 661 milhões de euros ao juro médio de 4,086 por cento, acima do juro de 3,597 por cento registado numa emissão da mesma maturidade a 9 de junho.

Também na maturidade em 2021, Portugal desta vez pagou mais juros para colocar dívida soberana no mercado, em comparação com a emissão anterior, conforme indicam os dados da agência de informação financeira Bloomberg.

Neste caso, foram colocados no mercado 378 milhões de euros ao juro médio de 5,973 por cento, acima do juro de 4,171 por cento registado num leilão da mesma maturidade a 10 de março.

ICO/IM/DN

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim


 

 

2/3/2012

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