Quinta, Setembro 9, 2010
Conjuntura: Risco da dívida portuguesa é o segundo que mais melhora no mundo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 30 Julho 2010 10:24

Lisboa, 30 jul (Lusa) - O risco da dívida portuguesa é o segundo que mais melhora hoje, a seguir ao Vietname, de acordo com os dados da agência de informação financeira Bloomberg.

Os CDS associados aos títulos de dívida portugueses a cinco anos caíam, pelas 12:25, 4,9 por cento relativamente ao fecho de quinta feira feira, situando-se nos 220,90 pontos base.

Os 'Credit Default Swaps' (CDS) são títulos que protegem o investidor de eventuais riscos da dívida soberana.

O Vietname lidera a lista dos países cujo risco de incumprimento mais cai hoje, enquanto a Grécia ocupa a terceira posição.

Assim, para segurar dívida pública portuguesa com maturidade a cinco anos no valor de 10 milhões de euros, os investidores teriam de pagar um seguro anual pouco superior a 220 mil euros.

O risco da dívida portuguesa agravou-se nos primeiros meses do ano com os investidores a desconfiarem da capacidade da Europa, e sobretudo dos países do Sul, para saírem da crise financeira, mas tem vindo a cair nos últimos tempos, apesar de algumas oscilações.

Em termos absolutos, Portugal é o 13.º país com mais risco em termos de dívida pública, numa lista liderada pela Venezuela.

O prémio pedido pelos investidores para comprarem dívida portuguesa em vez da dívida alemã está em 245,5 pontos base, demonstrando ainda a existência de preocupação dos investidores com a economia portuguesa, mas menor do que a já verificada quando a diferença entre a dívida portuguesa e alemã chegou aos 400 pontos base.

A 7 de maio os juros alcançaram o máximo histórico, ao subirem 6,053 por cento, enquanto atualmente estão em 4,14 por cento,

Para este ano, o Governo prevê que a dívida pública atinja 86 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), esta será de 89,4 por cento em 2011, subindo para os 90,7 por cento no ano seguinte e recuando para os 89,8 por cento do PIB em 2013, o primeiro ano em que a dívida de Portugal ao exterior diminui o seu valor.

IM

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***


 

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