Sunday, February 5, 2012
Crise financeira: Moody's diz que bancos portugueses têm a maior exposição da zona euro à Grécia PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 14 Maio 2010 10:34

Lisboa, 14 mai (Lusa) - A agência de notação de risco Moody's lançou um relatório que coloca os bancos portugueses como os que estão mais expostos à Grécia na zona euro, ao deterem ativos helénicos que equivalem a 23 por cento do seu capital.

De acordo com o estudo dos analistas da Moody's Capital Markets Research Group, baseado em dados do Banco de Pagamentos Internacional (BIS) e do Serviço aos Investidores da Moody's, citado pela agência financeira Bloomberg, "os bancos que atuam em Portugal detêm ativos gregos que totalizam quase 23 por cento do seu capital".

Os bancos da Irlanda e da França ocupam as posições seguintes, mas com uma exposição abaixo dos 13 por cento, e o relatório considerou que "a saga em torno do risco soberano na Europa está longe de terminar. Há muitos riscos nas avaliações do crédito dos bancos europeus".

De acordo com um relatório do início de maio da rede de bancos de investimento European Securities Network (ESN), divulgado pela Lusa no dia 4, os bancos portugueses são os terceiros da Europa mais expostos à Grécia.

O BCP e o BPI são os bancos que têm maior exposição à Grécia na Europa, logo a seguir aos bancos gregos e aos alemães, de acordo com a rede pan-europeia, composta por 10 bancos de investimento de vários países, entre os quais o português Caixa Banco de Investimento, do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD).

"Sem contar com os bancos gregos, os bancos alemães e os portugueses e, nalguma extensão, os franceses, têm a maior exposição às obrigações e empréstimos da Grécia", segundo a ESN.

Segundo os dados da ESN, relativos ao final de 2009, o grupo BCP - que detém, entre outros, o banco grego NovaBank - tem uma "exposição total" à Grécia de 5,8 mil milhões de euros, correspondente a um peso de 10 por cento em percentagem das ações, enquanto o BPI possui um montante global de 490 milhões de euros, cujo peso ascende a 27 por cento do seu valor de mercado.

Já o BES, cuja exposição à Grécia é considerada pela ESN como "não significativa", detém atualmente 400 milhões de euros em dívida soberana grega, 92 por cento dos quais de curto prazo, admitindo vir a adquirir mais, se tal ficar definido no pacote de ajuda europeia à Grécia, conforme anunciou recentemente o presidente Ricardo Salgado.

DN

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Fim

 

 

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